Dirigido por Anna Muylaert, o filme “É proibido fumar” conquistou cinco troféus no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e foi o grande vencedor da noite, no Teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro. Escolhido como o Melhor Longa-Metragem de 2009, a produção ainda venceu nas categorias de melhor roteiro original, melhor trilha sonora, melhor montagem e melhor direção.
Anna Muylaert estava surpresa com tantas vitórias. A diretora paulista disse que não esperava receber prêmios. “Os concorrentes eram todos filmes de grande sucesso de bilheteria. Iria apenas participar da festa e prestar homenagens. Não esperava nenhum prêmio. Agora estou cinco vezes feliz”, afirmou.
Das seis indicações, a única que não rendeu o Troféu Grande Otelo foi a de melhor atriz, na qual Glória Pires concorria. A vencedora foi Lília Cabral por sua atuação em Divã. “É muito bom ter esse reconhecimento, eu não esperava. Faço questão de dividir esse prêmio com as atrizes concorrentes, que são maravilhosas. Foi uma belíssima surpresa. Agora posso dizer que faço cinema”, disse Lília emocionada.
Na categoria melhor ator, Tony Ramos levou o troféu por seu trabalho em “Se Eu Fosse Você 2”. O ator também se mostrou surpreso com a vitória. “Estava relaxado e, de repente, fui surpreendido. Esse prêmio foi uma bela cereja no bolo dos meus 46 anos de carreira”, ressaltou Tony, que também concorria por “Tempos de Paz”.
Outro filme muito premiado foi o documentário “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei”, do trio de diretores Cláudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer. O longa recebeu os prêmios de melhor montagem, melhor som, melhor trilha sonora original e melhor documentário.
O público também teve chance de votar e premiar seus filmes favoritos. “Se Eu Fosse Você 2” foi escolhido como melhor longa nacional. Já “Avatar” foi vencedor da categoria de melhor filme internacional pelo voto popular.
Melhores curtas
Os curtas-metragens foram os primeiros premiados na noite de ontem. “O menino que plantava invernos”, de Victor Hugo Borges, levou o troféu de melhor curta de animação. Já “Superbarroco”, de Renata Pinheiro, e “De volta ao quarto 666”, de Gustavo Polidoro, venceram, respectivamente, as categorias de melhores curtas de ficção e documentário.
Confira a lista completa dos vencedores:
Curta-metragem de animação: “O menino que plantava invernos”, Victor Hugo Borges
Curta-metragem de ficção: “Superbarroco”, Renata Pinheiro
Curta-metragem de documentário: “De volta ao quarto 666″, Gustavo Spolidoro
Figurino: Marília Carneiro, por “Tempos de paz”
Maquiagem: Martín Macias Trujillo
Direção de arte: Claudio Amaral Peixoto, por “Besouro”
Direção de Fotografia: Ricardo Della Rosa, por “À deriva”
Montagem de ficção: Paulo Sacramento, por “É proibido fumar”
Montagem de documentário: Karen Akerman, por “Simonal – ninguém sabe o duro que dei”
Efeitos visuais: Marcelo Siqueira, por “Besouro”
Som: Denilson Campos e Paulo Ricardo Nunes, por “Simonal – ninguém sabe o duro que dei”
Trilha sonora: Márcio Nigro, por “É proibido fumar”
Trilha sonora original: Berna Ceppas, por “Simonal – ninguém sabe o duro que dei”
Atriz coadjuvante: Denise Weinberg, por “Salve geral”
Ator coadjuvante: Chico Diaz, por “O contador de histórias”
Prêmio especial de preservação: Alice Gonzaga (escritora, pesquisadora, produtora, diretora e empresária do ramo cinematográfico)
Longa-metragem nacional de animação: “O grilo feliz e os insetos gigantes”, de Walbercy Ribas e Rafael Ribas
Longa-metragem infantil: “O grilo feliz e os insetos gigantes”, de Walbercy Ribas e Rafael Ribas
Longa-metragem estrangeiro: “Bastardos inglórios”, de Quentin Tarantino
Roteiro adaptado: Bosco Brasil, por “Tempos de paz”
Roteiro original: Anna Muylaert, por “É proibido fumar”
Prêmio especial: Anselmo Duarte (1920-2009)
Longa-metragem de documentário: “Simonal – ninguém sabe o duro que dei”, de Calvito Leal, Claudio Manoel e Micael Langer
Longa-metragem de ficção nacional (voto popular): “Se eu fosse você 2″, de Daniel Filho
Longa-metragem de ficção estrangeiro (voto popular): “Avatar”, de James Cameron
Melhor atriz: Lília Cabral, por “Divã”
Melhor ator: Tony Ramos, por “Se eu fosse você 2″
Melhor diretor: Anna Muylaert, por “É proibido fumar”
Melhor longa-metragem de ficção: “É proibido fumar”, de Anna Muylaert











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