
Silvia Rabello
Presidente da Labo Cine do Brasil, atual vice-presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Audiovisual (SICAV), do Rio de Janeiro, Silvia Rabello é também membro fundador da Associação Brasileira de Empresas de Infra-Estrutura de Indústria Cinematográfica Audiovisual (Abeica), entidade criada em 2000, além de ser vice-presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC). Porém, nada indicava que seu caminho profissional a levaria ao cinema. Formada em bioquímica pela UFRJ, com pós-graduação em mercado de capitais pela Fundação Getúlio Vargas e MBA na Coppead-UFRJ, a filha do técnico de som Silvio Rabello, da Atlântida, entrou para o Banco do Brasil e seguiu carreira na instituição, até chegar ao posto de gerente-geral de agência. Nessa época, resolveu sair do Banco do Brasil e abrir a sua própria empresa de consultoria, onde começou a prestar serviços para a área de projetos culturais. Foi quando se encantou com o projeto da Labo Cine, para a qual foi convidada a trabalhar. Hoje, é sócia da empresa. Uma trajetória que daria um filme.
Como o cinema entrou na sua vida?
Silvia Rabello: Meu pai era técnico de som da Atlântida, e sempre gostei de ir ao cinema. Nunca pensei que um dia iria trabalhar neste mercado. Profissionalmente, comecei em 1998, quando fui convidada para um trabalho de consultoria no projeto de reorganização da então Líder Cine. Quando a Labo Cine foi criada, eu já estava mordida pela mosca azul do cinema e acabei ficando na empresa, até hoje.
Como você encara ser uma das responsáveis da Labo Cine, uma empresa que participou da retomada do cinema nacional?
Silvia:Com muita responsabilidade e dedicação. Temos uma equipe fantástica, que trabalha em prol do cinema brasileiro desde sempre. Sabemos da importância que o bom acabamento dos filmes tem para a audiência e temos investido no que há de melhor no mercado para a finalização das produções brasileiras.
Dê uma dica de montagem para as pessoas que vão participar do Curta Criativo 2010.
Silvia: Conte uma boa história no menor tempo possível. Admiro quem tem capacidade de síntese.
A Labo Cine, sendo uma empresa de ponta, certamente investiu em novas tecnologias cinematográficas. Poderia citar algumas e a importância dessas tecnologias?
Silvia: Os investimentos não param, pois a tecnologia evolui de forma incrivelmente rápida. Nosso workflow atual é muito eficaz, conta com um scanner e uma sala de intermediação digital como não conheço nenhuma outra no Brasil (exceto, é claro, a de nossa empresa em SP). Como temos todos os serviços num mesmo local, é muito confortável e seguro para os produtores estar com o seu material sendo manipulado por uma única empresa. O projeto entra em qualquer mídia (negativo, arquivos digitais em qualquer resolução) e sai em qualquer mídia, do master digital (também em qualquer resolução) até a cópia em 35 mm.
Como vice-presidente do SICAV, como você vê o mercado audiovisual brasileiro atualmente?
Silvia: Forte, dinâmico e pulsante. 2009 foi um excelente ano para o cinema brasileiro, que teve um aumento de público de 76% e fechou com mais de 14% de market share nas bilheterias. Em 2010 já temos “Chico Xavier”, com ótima performance, e temos outros títulos fortes vindo por ai. Mas isso não nos deixa tranquilos, temos uma enorme agenda pela frente, com muitos desafios pela frente. O principal deles é a prorrogação do Artigo 1º da Lei do Audiovisual, mecanismo importantíssimo para a captação de recursos e que vence no final deste ano.
Confira as Pipicas com Silvia Rabelo aqui.











[...] presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Audiovisual do Rio de Janeiro (SICAV); Silvia Rabello, presidente da Labo Cine do Brasil; Vinícius Reis, fundador do Núcleo de Cinema “Nós no [...]
Silvia,
Que prazer!
Estudamos juntos no Liceu e no Acadêmico.
Abração.
Oi Silvia
Dei uma passadinha por aqi e adorei ler sua reportagem.
Beijo grande
[...] Diler Trindade, Gisela Câmara, Leonardo Edde, Lilia Alli, Marcelo Feijó, Márcio Grafitti, Silvia Rabello e Vinícius [...]