
Mariza Leão
Mariza Leão é uma das mais importantes produtoras do cinema brasileiro, atuando na área desde meados dos anos 70. Atual presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Audiovisual do Rio de Janeiro (Sicav), está à frente da Morena Filmes, fundada em 1975, ao lado do cineasta Sérgio Rezende. É também uma das profissionais mais empenhadas na formulação de políticas para o cinema nacional. Sua passagem como a primeira diretora-presidente da distribuidora Riofilme, cargo que ocupou em 1992, foi fundamental no restabelecimento do filme brasileiro em cartaz.
Mariza iniciou sua carreira cinematográfica como diretora de curtas-metragens. Seu primeiro filme foi “Insolência”, realizado em 1974. No ano seguinte, dirigiu o segundo curta, “Leila para Sempre Diniz”, junto com seu futuro parceiro em longas, Sérgio Rezende. Em 1979, assinou a produção do documentário de longa-metragem de Rezende, “Até a Última Gota”,
Nos anos 80, intensificou sua atuação no meio cinematográfico participando de títulos como “O Sonho Não Acabou” (1982), de Sérgio Rezende e “Nunca Fomos Tão Felizes” (1984), de Murilo Salles. E é nessa década que Mariza Leão produziu o filme que a consagrou como produtora e também Sérgio Rezende como cineasta: “O Homem da Capa Preta”. O filme fez sucesso e recebeu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Gramado de 1986.
Sua filmografia conta ainda com títulos como “Romance da Empregada” (1988), de Bruno Barreto, “Lili, a Estrela do Crime” (1987), de Lui Farias, “Doida Demais” (1989), “Lamarca” (1994), “Guerra de Canudos” (1997), “Quase nada” (2000) e “Onde anda você” (2003), todos de Sérgio Rezende. Em 2007, lançou “Inesquecível”, de Paulo Sérgio Almeida, e “Meu Nome Não É Johnny”, de Mauro Lima. Mais recentemente, produziu “Apenas o Fim” (2008), de Matheus Souza, longa-metragem que foi um trabalho de final de curso na PUC-RJ e que se passa todo dentro da própria universidade.
Que importância o concurso Curta Criativo tem para o mercado audiovisual?
Todo e qualquer estímulo à realização de curtas é bem vindo na medida em que ele é a porta de entrada da grande maioria dos cineastas.
O que os debates e palestras que serão promovidos nas universidades por meio do evento podem acrescentar à carreira do futuro cineasta?
O contato de estudantes de cinema com profissionais estabelecidos no mercado é de fundamental importância para uma troca pessoal de experiências.
Como está a produção de curtas-metragens aqui no Brasil?
Os cursos de cinema têm tido uma crescente procura e seu vestibular tem sido um dos mais concorridos. Isto influencia positivamente à produção de curtas que têm demonstrado maior rigor profissional, seja em aspectos técnicos, seja na boa tradução de seus roteiros.
O que falta para melhorar a qualidade da produção dos curtas brasileiros?
Mais incentivos para a produção de curtas, seja no âmbito federal – Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura – seja nos editais estaduais e municipais.
Qual é a sua dica para as pessoas que vão participar do Curta Criativo 2010?
Soltem sua criatividade. Ousem.











[...] do filme mais visto da história do cinema brasileiro, “Dona Flor e seus Dois maridos” (1976); Mariza Leão, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Audiovisual do Rio de Janeiro (SICAV); [...]