
Cavi Borges
Carlos Vinícius Borges, o carioca Cavi era atleta do judô, mas um acidente às vésperas das Olimpíadas de Atlanta o manteve longe dos tatames. Mesmo sem ser um amante da sétima arte, resolveu abrir uma locadora de vídeos, pois queria ter seu próprio negócio.Assim, acidentalmente – de forma literal – surgiu a Cavídeo, locadora especializada em filmes de arte e referência de cinéfilos.
Como o cinema entrou na sua vida?
Cavi Borges: Tudo começou na locadora Cavideo. Antes de abrir a locadora era atleta de judô e nem me interessava tanto por cinema assim. Fui aprendendo e conhecendo sobre cinema com os próprios clientes da locadora. Depois, num segundo momento, os clientes que trabalhavam com cinema acabaram ficando meus amigos e me influenciando para também fazer filmes.
Qual a importância do concurso “Curta Criativo” para o mercado de
audiovisual?
Cavi: Ajudar os jovens realizadores e dar visibilidade para seus primeiros filmes e auxiliar financeiramente na produção de novos filmes com a grana do prêmio.
De onde surgiu a idéia de da Cavídeo, uma locadora especializada em filmes de arte e referência para cinéfilos?
Cavi: Como já falei um pouco na primeira resposta. Tudo foi muito por acaso. Quando me machuquei em 1996 antes das Olimpíadas de Atlanta, resolvi abrir uma locadora. Inicialmente seria especializada em filmes de luta. Mas depois percebi que não daria muito certo. Por causa dos clientes, percebi que havia um grande interesse por filmes de arte e existiam poucas locadoras com esse perfil. Segui essa direção para me diferenciar das outras locadoras e tentar não ser apenas mais entre tantas outras.
Você se tornou, também, um cineasta, tendo dirigido “L.A.P.A.” e “Vida de Balconista”. O que achou da experiência atrás das câmeras? Cavi: Hoje em dia, fazer filmes é a minha vida, o meu grande objetivo. Tentar me expressar, contar uma história e fazer as pessoas se emocionarem com isso. Um grande desafio.
Você é um dos embaixadores do Curta Criativo 10. Como você pretende mobilizar as pessoas e fazer com que entendam o valor do projeto?
Cavi: Falando um pouco da minha história e usando minha experiência como exemplo. Mostrar que, quando você se dedica a uma coisa com amor e procura por especialização e diferenças, você chega lá.
Você está indo para o Festival de Cannes, onde temos alguns filmes concorrendo, inclusive um curta-metragem. Quais são as suas expectativas?
Cavi: Só de ter um filme meu passando por lá, já estou muito feliz. Vou tentar, Também, ampliar minha rede de contatos, fazer co-produções com outros países e vender alguns novos projetos.
Que dica você daria para quem vai fazer o primeiro curta na vida?
Cavi: Ver muito curtas e filmes antes de fazer o seu.
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