Kátia Adler: “Uma história bem contada é o que há de melhor”

Kátia Adler, responsável pelo Festival de Cinema Brasileiro em Paris

Kátia Adler, responsável pelo Festival de Cinema Brasileiro em Paris

Grande defensora do cinema brasileiro na França, Kátia Adler acredita que um curta-metragem deve ter um bom roteiro para ser considerado criativo. “No cinema, contamos histórias, e uma história bem contada é o que há de melhor.” Para a produtora, coerência e originalidade são os principais critérios a utilizar na hora de julgar e premiar um curta-metragem.
Kátia, que é responsável pelo Festival de Cinema Brasileiro em Paris, diz ainda que o curta é uma ótima escola, servindo de aprendizado para o longa-metragem. Em sua entrevista para o “Curta Criativo”, ela conta que, após cada edição do Festival, são vendidos um ou dois filmes brasileiros na França. “Isso é excelente, no mercado da distribuição atual.”
Confira a entrevista.

Quando começou o seu interesse por cinema?
Kátia Adler: Desde pequena, via todos os filmes no cinema. Quando tinha 22 anos, resolvi deixar a faculdade de economia para estudar cinema em Paris

O que um longa ou um curta deve ter (ou ser) para chamar a sua atenção?
Kátia: Para chamar a minha atenção, ele tem que ter algo original.

Por que organizar um Festival de Cinema Brasileiro em Paris? Como surgiu essa ideia?
Kátia: Morei em Paris 24 anos, estudei na faculdade de lá, me formei, fiz curtas e comecei a trabalhar com televisão francesa. Depois, quis voltar para o cinema e defender o cinema brasileiro na França. Daí surgiu a ideia de fazer o Festival.

Qual é o critério utilizado para escolher os filmes que serão exibidos no Festival?
Kátia: Acho que esses anos todos de vida na França me fazem sentir o gosto dos franceses. E o nosso objetivo é sempre dar um panorama do cinema nacional para eles.

Agora, caminhando para sua quarta edição, o Brazil Film Fest, organizado pela Associação Jangada, também promove o cinema brasileiro, só que no Canadá. Você pretende promover novos festivais em outros países?
Kátia: Não, acho que já está de bom tamanho organizar três festivais e ter a preocupação de fazê-los bem feitos.

Como a Jangada ajuda na inserção do cinema brasileiro em outros países?

Kátia: Na França, podemos dizer que conseguimos vender um ou dois filmes por edição. Isso é excelente, no mundo da distribuição atual.

Como um jovem cineasta que produz curtas-metragens pode entrar nesse mercado internacional? A Jangada tem algum tipo de incentivo nessa área?

Kátia: Não exibimos curtas nos festivais. Mas o curta-metragem serve de aprendizado para o longa. É uma ótima escola.

A Jangada já apoiou o concurso “Curta Criativo”. O que os curtas inscritos devem ter para serem considerados criativos?

Kátia: Um bom roteiro. No cinema, contamos histórias, e uma história bem contada é o que há de melhor.

Em sua opinião, que critério deve ser utilizado na hora de escolher e premiar um curta?

Kátia: Ser coerente e original.

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