Para Guilherme Whitaker falta capricho na finalização dos filmes

Guilherme Whitaker

Guilherme Whitaker

Guilherme Whitaker é um jornalista que optou pelo cinema aos 17 anos, quando morou no Chile. Desde então, já produziu mais de 40 curtas (sendo que em seis deles também assinou como diretor). Guilherme também é produtor e curador de eventos audiovisuais como a MFL Mostra do Filme Livre , a Feira Audiovisual do Rio, o Curta no Almoço e o Cinema em Carne Viva. Sócio das empresas Curta o Curta e WSET Multimídia, o produtor organiza regularmente eventos audiovisuais na Caixa Cultural Rio, Centro Cultural Banco do Brasil RJ e SP e Centro Cultural da Justiça Eleitoral – Rio.

Como o cinema entrou na sua vida?
Guilherme Whitaker: Quando aos 17 anos morei no Chile e estagiei numa produtora, ocasião em que filmei meu primeiro curta, 1986, que pode ser visto aqui. I  Depois, aos 19 anos, fui gerente da primeira locadora de video do  Grupo Estação, em Botafogo, em 1988/89.

Qual a importância do concurso “Curta Criativo” para o mercado de audiovisual?

Guilherme: Toda iniciativa em prol de dar maior visibilidade e valorização do nosso audiovisual é muito relevante, principalmente para os curtas, que são vistos como um gênero menor, ainda sem mercado de fato. Para quem, como nós, percebe o curta como o futuro do audiovisual, o Curta Criativo é maravilhoso.

É difícil a distribuição de curtas-metragens no Brasil?

Guilherme: Sim e não. Sim, porque não existe, ainda, a cultura de mercado -  nem em quem faz curtas nem nos potenciais exibidores/compradores. E não, porque, exatamente por não haver nem mercado, nem cultura, tudo é possível. Sendo assim, o potencial é incrivelmente promissor para todos os envolvidos.

Você será um dos palestrantes nos eventos que o Curta Criativo promoverá nas universidades e faculdades. Qual será o tema que abordará com mais ênfase?

Guilherme: Distribuição cultural (para festivais) e comercial para curtas.

Em sua opinião, o que falta nos curtas-metragens, hoje em dia, em termos de qualidade?

Guilherme: Mais zelo com a captação, edição de som e mais capricho na finalização dos filmes. Muitos acham que, ao editar um filme, ele está terminado, quando, na realidade, ele esta nascendo. Se não for visto por ninguém, é um filme nati-morto, apenas mais um.

Leia aqui as preferências cinematográficas de Guilherme Whitaker

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