
Pedro Camargo
O diretor Pedro Camargo é o que se pode chamar de artista eclético. Trabalhou como publicitário, foi redator e diretor de comerciais, além de ator, roteirista, editor, montador e compositor, sendo “Chuva”, em parceria com Durval Ferreira, a sua canção de maior sucesso. Como cineasta, seu longa mais conhecido é “Amor e Traição”, com uma jovem Cláudia Ohana no papel principal. Criou a primeira oficina de formação de atores para cinema, no Rio. Hoje, é professor de cinema do Depto. de Comunicação Social da PUC-RJ.
Bem disposto e falante, Camargo deu uma entrevista a este blog num clima de bate-papo. Confiram.
O que te motivou a fazer cinema?
Pedro Camargo: Nas brincadeiras de criança, de mocinho e bandido, eu era o homem que “fazia” o filme.
Quando entrou para o cinema?
Pedro Camargo: Em 1967 fui assistente de direção de J. B. Tanko, no filme “Massacre no Supermercado”.
E quando começou a dirigir?
Pedro Camargo: Estreei com um curta-metragem chamado “Primeira Experiência” e conquistei quatro prêmios no Festival JB.
Além de diretor, você também é roteirista, não?
Pedro Camargo: Diretor, roteirista, montador, editor e ator eventual.
Quais dessas funções gosta mais?
Pedro Camargo: A que estou exercendo no momento. É como um filho que, quando nasce, amamos instantaneamente.
Que conselhos daria para um jovem que queira se tornar um profissional em cinema?
Pedro Camargo: Em primeiro lugar, os bons cineastas, como quaisquer outros artistas, são sempre amadores. Não se pode dizer que o Barão de Mauá foi um industrial profissional, assim como Picasso não foi um pintor profissional e Chico Buarque de Hollanda não é um poeta profissional. O essencial é amar o que se faz, ser um visionário e ser fiel a si próprio.
Confira as dicas de Pedro Camargo em Pipocas











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