Rafael de Carvalho é a animação em pessoa


Rafael de Carvalho sempre foi fascinado por cinema. E sempre adorou desenhar. Entrou para a Universidade Veiga de Almeida, no curso de Design Gráfico: Ilustração e Animação Digital. Era a forma perfeita de agregar suas paixões – a sétima arte e os desenhos animados. O resultado foi a primeira colocação de curta de animação no Concurso “Curta Criativo” de 2009. Leiam, a seguir, sua entrevista.

Em primeiro lugar, Rafael, gostaria que você falasse um pouco da sua trajetória. O que o fascinou primeiro: o cinema ou as artes visuais?
Rafael de Carvalho
: O cinema, primeiramente. Sempre gostei muito de assistir a filmes, de qualquer gênero. Ao mesmo tempo, sempre gostei de desenhar e então comecei a pensar em trabalhar em algo que pudesse unir essas duas grandes paixões. Foi quando decidi que queria ser animador.

“A Revolta do Gari” foi feito na forma das animações clássicas, não? Ou foi feito por computação gráfica?
Rafael
: Sim, foi feito em animação clássica, também conhecida como 2D. Tenho estudado bastante 3D na faculdade e espero um dia fazer um bom curta desta forma, mas ainda pode demorar um pouquinho, por ser bem mais complexo.

De onde veio a ideia do tema?
Rafael
: Sempre me revoltei muito com o descaso das pessoas com o meio ambiente e a falta de bom senso – sem pensar duas vezes antes de jogar lixo no chão. Então, bolei essa ideia para um trabalho da faculdade com um amigo, mas acabou que ele escolheu outro tema. Que sorte, senão, não teria feito a animação para o concurso e nem o teria vencido (risos).

O seu herói, o Gari, parece muito com um antigo personagem de uma série de TV chamada “Kung Fu”, que não é do seu tempo. Um homem comum que não se contém quando vê um “crime” acontecer. No caso do seu personagem, cada vez que um cidadão comete um atentado contra a limpeza da cidade e suas consequências. Em quem você se inspirou?
Rafael:
Nossa, não conheço essa série “Kung Fu”, mas me interessei. Acho que me inspirei nos filmes de kung-fu chineses mesmo, sempre gostei muito, principalmente dos antigos. A ideia de um gari representar essa fúria contra os “sujões” encaixou perfeitamente, tanto pela sua função exemplar de manter nossas cidades limpas, quanto pelo fato do seu uniforme laranja combinar com os uniformes laranja dos monges chineses dos filmes desse gênero.

Você continua trabalhando em animação? E em cinema?
Rafael:
No momento estou fazendo faculdade de Animação Digital e me preparando para os próximos concursos de curta. Espero poder trabalhar em uma boa empresa de animação ou cinema. Então, ainda tenho de engordar bem o portfólio.

O que o prêmio dado pelo “Curta Criativo” trouxe de bom para a sua carreira?
Rafael
: Nossa, ajudou muito! (risos) A primeira coisa que fiz foi comprar um notebook tablet pra poder fazer meus trabalhos fora de casa. Já que passo o dia inteiro fora, então, realmente, foi algo de que eu precisava muito, e não poderia ter tão cedo. Quanto ao restante, pretendo quitar o último período da faculdade para garantir a conclusão do curso.

Leia aqui as Pipocas com Rafael de Carvalho

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