
Curta Criativo na PUC-RJ
Melhorar a qualidade dos roteiros e valorizar o trabalho do produtor foram os principais conselhos dados pelo grupo de profissionais de cinema convidado pelo “Curta Criativo” para uma palestra dirigida aos estudantes interessados no assunto. Esse segundo ciclo de conversa aconteceu ontem na PUC-RJ e contou com a participação de César Coelho, Cavi Borges, Diler Trindade, Gisela Câmara e Márcio Grafitti.
Para esses profissionais, o problema principal do cinema brasileiro está nos roteiros. Há poucas pessoas que escrevem bem, observam, por isso é preciso investir mais nessa área. “Temos que aprender a fazer roteiros criativos, roteiros originais”, afirmou Diler Trindade, que elogiou os roteiros da escola argentina. Para que a qualidade dos roteiros brasileiros melhore, a dica para os estudantes é que leiam muito. “Quem lê, escreve bem, por isso, além de ver muitos filmes, vocês devem ler bastante”, aconselhou César Coelho, um dos criadores do Anima Mundi.
Outro ponto muito discutido na palestra promovida pelo “Curta Criativo” foi o papel do produtor no cinema nacional. Para eles, o produtor é um profissional que deve ser mais valorizado. “Existe uma figura que está sendo esquecida: o produtor. Produtor é aquela pessoa que participa de todo o processo de execução de um filme. Por isso, é importante que se orgulhem dos produtores”, disse Diler Trindade. Já Cavi Borges acredita que, atualmente, até os diretores devem pensar como produtores. “Cada vez mais percebo uma mudança de comportamento no cinema, em que os diretores têm que pensar como produtores. É fundamental, para quem quer se inserir no mercado, ter uma cabeça de produtor. Acho que sou um pouco assim, pois já dirigi e produzi filmes meus e de amigos”, contou.
Os palestrantes ainda falaram do mercado de trabalho do cinema nacional, que, segundo Gisela Câmara, mudou. “O mercado está muito diferente. Exige profissionalização. É preciso estudar cinema, entender de maneira mais global como é a produção de um filme inteiro. Por isso, acho muito importante ver filmes. E é na época de faculdade que temos tempo, porque depois que você entra no mercado de trabalho, não terá mais tempo”, ressaltou Gisela.
Ao fim da palestra, Márcio Grafitti, um dos fundadores do Coletivo Anti Cinema, grupo de jovens produtores de cultura e audiovisual da Baixada Fluminense, deixou uma mensagem de incentivo para os futuros cineastas. “Façam, ousem, produzam! Observem o mundo e criem novas linguagens. Acho que falta ousadia, novas linguagens, novas criações. Façam tudo com o coração!”
Quem não participou deste bate-papo pode assistir ao vídeo aqui
No próximo sábado, o “Curta Criativo” estará na Central Única das Favelas (CUFA), na Cidade de Deus, para promover mais um bate-papo sobre cinema. A palestra é aberta ao público. Não deixe de participar. Confirme aqui sua participação.
Você também pode adiantar sua pergunta para os palestrantes pelo twitter @curtacriativo, pelo email curtacriativo10@gmail.com e nos comentários deste post.










